quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

e resgatando o velho e sempre muito claro Lulu:
... nao vou dizer que foi ruim, mas hoje sei que não foi tão bom assim... não imagine que te quero mal, apenas agora tenho certeza de que não te quero mais...
não mais. nunca mais...
Recaída + (des) encontro =  now, you are just somebody that I used to know

http://www.youtube.com/watch?v=8UVNT4wvIGY
Um (des) encontro...

Como é estranho quando a gente encontra alguém que esteve na sua vida durante muito tempo e foi seu melhor amigo, confidente, amante... aquele para quem você ligava no momento de dor e no momento da maior alegria.
Lembro quando soube que ganhei a bolsa de doutorado... eu estava sentada na fila do cartório, para iniciar com os trâmites do casamento, sim, do nosso casamento e de repente meu orientador me ligou com a grande notícia. O coração pulava no meu peito e eu não podia me mexer porque aquele cartório estava lotado de gente. Apesar do calor e da espera, a felicidade era dobrada naquele momento, me sentia a pessoa mais abençoada do mundo, eu acabara de conquistar mais um sonho e tinha você para compartilhar isso... sim, você que parecia a única pessoa que poderia compreender a importância do ocorrido, parecia o único que daria o devido valor, afinal me conhecia como ninguém. Pra você que eu liguei... essa e tantas outras vezes...

E de repente te vejo na rua... te vejo passando... um conhecido, just somebody that I used to know... a gente se olha. a gente se aproxima. a gente conversa. a gente se sente. a gente se beija. a gente passa a noite junto. a gente se dá tchau. a gente não se fala. a gente não se vê mais. e não há mais " a gente".

Você é outro. Eu sou outra. dois estranhos íntimos. Eu confirmo que te desencontrei. É como ter dormido com um desconhecido. Casual. Vazio. Acabou.

Somos dois (des)conhecidos. Como é estranho quando a gente (des) encontra alguém que esteve na sua vida.





domingo, 2 de setembro de 2012

Enfim, setembro... ah, setembro! Que venham as flores, o fim das dores e os novos amores...



domingo, 29 de abril de 2012

Assim pode ser...
"Manter mistério é o encanto do namoro. Mantê-lo enquanto se vive junto é um namoro eterno. Desvele-se aos poucos, descubra devagar, saboreie cada momento, que você terá muitos momentos." (Anna Verônica Mautner)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Essa eu copiei do facebook mas diz tudo:
"Você só descobre que é forte quando ser forte é a única opção"

Sim, porque quando parece que não há saída, as pessoas resilientes encontram motivos para seguir vivendo. E melhor, encontram razões para amar a vida e para seguir na busca do bem-estar!
Saber viver é saber que sempre existe pelo menos uma consequência positiva em tudo que se vive. Às vezes demoramos a encontrá-la, isso pode demorar anos... mas quem é "forte" nunca deixa de acreditar nisso! Um belo dia temos um insight e tudo... tudo faz sentido! 






segunda-feira, 12 de março de 2012

CONFIANÇA: SEJA BEM-VINDA!

Meus dias andam muito diferentes! Hoje acordei e me dei conta de como a vida mudou...  estou vivendo coisas tão novas e desconhecidas que sinto um friozinho na barriga todos os dias... a grande diferença é que hoje, ao invés de sentir medo e angústia, tenho um sentimento de curiosidade misturado com uma prazerosa sensação de desafio! Essa é a grande manifestação da autoconfiança! Que bom, confiança, seja bem-vinda!!
ME VOY | JULIETA VENEGAS


Porque no supiste entender a mi corazón 
lo que había en el, 
porque no tuviste el valor 
de ver quién soy. 

Porque no escuchas lo que 
está tan cerca de ti, 
sólo el ruido de afuera 
y yo, que estoy a un lado 
desaparezco para ti 

No voy a llorar y decir, 
que no merezco esto porque, 
es probable que lo merezco 
pero no lo quiero, por eso... 

Me voy, que lástima pero adiós 
me despido de ti y 
me voy, que lástima pero adiós 
me despido de ti. 

Porque sé, que me espera algo mejor 
alguien que sepa darme amor, 
de ese que endulza la sal 
y hace que, salga el sol. 

Yo que pensé, nunca me iría de ti, 
que es amor del bueno, de toda la vida 
pero hoy entendí, que no hay 
suficiente para los dos. 

No voy a llorar y decir, 
que no merezco esto porque, 
es probable que lo merezco 
pero no lo quiero, por eso... 

Me voy, que lástima pero adiós 
me despido de ti y 
me voy, que lástima pero adiós 
me despido de ti. 

Me voy, que lástima pero adiós 
me despido de ti y 
me voy, que lástima pero adiós 
me despido de ti y me voy. 

Me voy, que lástima pero adiós 
me despido de ti y 
me voy, que lástima pero adiós 
me despido de ti y me voy. 
NA CONTRAMÃO DO PADRÃO


"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."  | John Lennon

terça-feira, 6 de março de 2012

"Pobre gosta de riqueza. Quem gosta de pobreza é intelectual" ... bem se nota que eu sou intelectual.. rsrs

domingo, 26 de fevereiro de 2012

DESABAFO

Aprendi contigo: a dor narcísica de sentir como um objeto aniquilado por um ego autocentrado e incapaz de empatizar com o sentimento do outro... sujeito! Aliás, existe outro? Apenas mais um objeto de uso, consumo prazeroso e descarte. Assim alguns se relacionam, sozinhos, ou com seu próprio ego: EGO-ISMO!
Eu sofro hoje. Mas quem sofrerá para sempre? aquele que unicamente vive do próprio gozo... sem reflexão.. este nunca evolui e vive de frustração.
Construindo Maravilhas
(16/11/2010)

A vida cotidiana é carregada de verdades pesadas e “universais”. Essas nos são impostas e vivemos tentando seguir as regras e normas que dizem ser o “certo”. Assim, somos criticados quando discordamos, punidos quando erramos ou mesmo cobrados quando confundimos ou esquecemos. Pior é que nessas horas, nós mesmo nos punimos e somos tomados por um mar de sentimentos negativos como culpa e raiva. Aprendemos então que para evitá-los devemos buscar rigorosamente fazer somente coisas sérias e certas, isso vira obrigação!

Já na educação infantil essas verdades estão em pauta. Não se pode errar, não se tem tempo para sonhar, são tantos compromissos que brincar é mais uma tarefa do cronograma do filho: entre escola, esporte, inglês, informática e outros. Não nos disponibilizamos para escutar suas estórias e fantasias, sempre há algo importante e sério a se fazer.

Estes dias vi o filme “Alice no país das maravilhas” de Tim Burton, que me fez pensar sobre essa realidade. Chamou-me especial atenção a reação tranqüila do pai de Alice diante da angústia de sua filha que se via como louca por ter pesadelos que se passavam em um mundo estranho repleto de fantasias fabulosas. O pai parecia nada ver de errado na imaginação fértil de sua filha. Ele a ouvia e a acalmava dizendo: “Você é completamente pirada, mas vou te contar um segredo: as melhores pessoas que conheço são assim”.

Parece que os pais hoje já não pensam assim. Ou será que não há tempo para pensar sobre isso? Cada vez menos vemos crianças brincando de faz de conta, elas estão jogando vídeo game ou passivas diante de desenhos animados. Cada vez menos vamos aos parques levar nossos filhos para desfrutar de lindas estórias imaginadas por eles ao correrem entre árvores. Mais que isso, muitas vezes reprimimos as fantásticas brincadeiras que eles nos solicitam a participar, não temos tempo para bobagens. É mais fácil entretê-los com atividades prontas que os deixam quietinhos e seguros, mas que nada incentivam a criatividade e a fantasia.

Enfim, ficamos submetidos aos padrões e às obrigações. Não nos permitimos ousar e muitas vezes nem conseguimos mais fantasiar ou mesmo liberar a imaginação em um tempo livre na tarde de domingo... estamos presos no real, enrijecidos pelo certo, pela regra e temendo o erro.

Então entendo o pai de Alice: “as coisas interessantes são frutos da imaginação de pessoas que sonharam, que se possibilitaram sair da rigidez do dia-a-dia e mergulharam no seu mundo da fantasia”. Sonhar é possibilidade de criação, de inovação, de construção e de desconstrução; Sem sonhos não há esperança, não há persistência, não há evolução, não há identidade. Ficamos estagnados, muitas vezes nos sentindo esvaziados em um mundo triste e monótono.

Já a sonhadora Alice, como mostra o filme, quando adulta, apresenta os frutos da possibilidade de exercer sua criatividade e fantasia infantil, revela-se uma grande líder, a frente de seu tempo. Ou melhor, ativa na construção de um novo tempo. Sábio pai de Alice! É preciso sonhar para ser melhor, para viver de forma autêntica! Temos que nos permitir e possibilitar a nossos filhos que sonhem, brinquem e assim possam construir um mundo de mais maravilhas criativas! Apenas assim farão a diferença!
Amor é muito mais que paixão, é comprometimento e intimidade!

Amor... palavra simples e complexa! Tão fácil dizer "Eu te amo"! Tão difícil acordar todos os dias com o seu grande amor e seguir acreditando nisso. Não é fácil amar todos os dias, não é fácil amar quando se tem diariamente o contato com aquilo que não gostamos em nosso parceiro. Por isso amor é um compromisso racional acima de tudo... porque eu acordo todos os dias e decido racionalmente te amar... mais do que sentir é querer amar e se comprometer com os desafios dessa decisão.

Amor não é o coração batendo, o frio na barriga e a ansiedade pelo reencontro... penso que essa é uma distorção perceptiva sobre o sentimento amor! Talvez isso seria paixão... que se baseia em experiências sensoriais e nos leva sentimentos exacerbados, intranquilos e que nos tiram a consciência.

O amor é calmo, é racional, é decisão consciente. É conciliar sonhos e tempo: mesmo que meus sonhos individuais demorem mais para se realizar, eu prefiro dividir meu tempo com meu amor e irmos realizando juntos... vibrando com os teus sonhos e te tornando cúmplice dos meus. Escolher viver com alguém é mais do que paixão, tesão ou idealização... é aceitar amar a realidade, a rotina, a escolha feita e os resultados desse investimento. É sofrer junto, é mostrar seus limites e ao mesmo tempo aceitar os limites do outro.

As brigas e desentendimento levam aquele que ama a tentar compreender o ser amado, são momentos de aproximação e intimidade. é querer compreender e acreditar que será compreendido porque o comprometimento do outro me faz crer que estamos juntos acima de tudo.

Portanto, o amor vinga quando o casal busca um balanço entre três ingredientes: comprometimento| decisão, intimidade|vínculo e paixão, já dizia a Teoria Triangular do Amor (Starenbger, 1989)

Penso que sem comprometimento ou intimidade, em dois anos a paixão acaba... com comprometimento e intimidade, pode-se alimentar racionalmente a paixão e transformar tudo isso em um estável amor com resultados recompensadores!

   

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Meu mundo acabou em 2012! Mas Deus me deu a chance de viver em um outro mundo, completamente novo! Eu aceito a proposta: aceito viver na alegria e na tristeza, na saúde e na doença!!!




Vivo um momento muito interessante da minha vida... prefiro pensar com interessante... mas confesso que às vezes o tenho como um momento difícil! Difícil se separar de um grande amor? Difícil abrir mão de tanto investimento afetivo e mais... em tão pouco tempo.

Passei alguns meses percebendo a vida de forma terrível. Tinha raiva por isso estar acontecendo comigo, por que eu? Eu que tanto amei, que tanto me doei, que tanto me arrisquei por esse amor. Eu que te queria tanto, pensava comigo mesma.

Mas não tinha mais o que fazer... todo mundo tem seu limite e eu havia chegado no meu. Era minha saúde mental ou o relacionamento. Demorei para conseguir tomar essa decisão, precisava de um tempo para acreditar! Minhas percepções me mostravam o caminho, minhas crenças demoraram a me permitir segui-lo. Depois de muito negar o inegável, consegui aceitar o meu limite.

Não foi nada fácil, mas eu nunca cresci tanto tão rápido! Sim, tive que abrir mão dos meus traços de controle obsessivo e cair no desconhecido. Me redesenhar.

Por meses me percebia flutuando... como se não tivesse chão sob meus pés!

No início, narcisicamente ferida, pensava que o mundo tinha acabado em 2011 e me fechei em lágrimas e tristeza... fui lá em baixo. Até que olhei para os lados e me dei conta das pessoas em minha volta... Fiquei com raiva porque o mundo não acabou para todos e eu tinha inveja e raiva de todos os casais apaixonados que protagonizavam cenas românticas pela rua...

Então percebi que eu estava ali também, viva, aonde? não sei. Em um lugar completamente desconhecido, mas tinha vida. E lembrei dos pensamentos de meus pais, que em muitos lugares novos viveram "sempre há algo bom em tudo que é novo, depende de você encontrá-lo" . Bem, se estava viva, tinha que procurar o que havia de bom! E meu corpo começou a pedir respeito, já tinha perdido mais de 5kg. Minha mente começou a pedir equilíbrio... não dava mais para me enterrar viva!

E foi nesse momento que me abasteci de vivências alheias, comecei a ouvir mais do que tudo e percebi que não era o fim do mundo, mas o fim de um mundo idealizado por meus pensamentos! Então esse era um outro lugar para se viver? sim! um espaço de vida! De nova vida! Uma chance de recomeçar e redesenhar e redescobrir e se autodescobrir neste novo contexto!O que fazer? É hora de aceitar! Aceitei o que veio para mim...

Interessante? eu costumo dizer: "Não era o que eu queria estar fazendo" , afinal, seria uma hipocrisia dizer que já me adaptei a tantas mudanças. Mas confesso que tenho vivido tudo isso, conhecido pessoas e histórias completamente inéditas e me permitido experienciações variadas sem preconceitos, às vezes até me sentindo uma atriz com uma dança de personagens... no mínimo isso tudo tem sido interessante... mas mais do que tudo reestruturante!

Meu mundo acabou em 2012, mas Deus me deu a chance de viver em um mundo completamente novo... e eu vou encontrar tudo de bom que há nisso!

Eu aceito a proposta: perder o controle para me reequilibrar! Aceito que isso ocorra muitas e muitas vezes na minha vida... porque acima de tudo eu quero é viver... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença!!!
Arriscando um Blog

Fazer um Blog... de repente me passou isso na cabeça! Por que? uma necessidade intensa de dialogar. O facebook já não era o espaço de expressão que estava precisando! Quero falar sobre minhas percepções e pensamentos sem invadir a página de outros, quem quiser falar disso, abro aqui o diálogo! Também quero poder discutir temáticas intrigantes da mulher moderna de seus 15 aos 90 anos!
Com oito anos de vivência em psicoterapia, conversei com muitas mulheres, adolescentes, adultas, idosas... ouvi e continuo ouvindo uma diversidade de percepções sobre a vida... escuto falas simples que são um grande recurso e falas complexas e atordoadas de angústia dotadas de um enquadre perceptual muito negativo e confuso!
Assim, resolvi compartilhar aqui falas que reuno de diversos momentos da minha vida, com amigas, amores, consultório, família, viagens etc... mensagens que me levam a dar sentido à  vida pelo seu melhor ângulo! Apenas para não cometer um plágio cito uma referência, que muito me acompanha e me inspirará nos escritos desse blog, de autores da Terapia Cognitiva Pós-racionalista | Abreu e Roso (2003) : 

“Forma de atribuição de sentido não reside no estímulo em si ou apenas na capacidade de pensamento ao enxergá-lo, mas na percepção corpórea e tácita produzida pelo seu aparecimento”